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Exemplos de SaaS, PaaS e IaaS: 15 serviços explicados

Comparação visual com exemplos de SaaS, PaaS e IaaS

Exemplos de SaaS, PaaS e IaaS ajudam a entender como os modelos de nuvem aparecem no cotidiano. Salesforce e Microsoft 365 são aplicações SaaS prontas para uso. Google App Engine e Azure App Service oferecem ambientes PaaS para desenvolver e publicar aplicações. Amazon EC2 e Google Compute Engine fornecem infraestrutura IaaS com máquinas virtuais configuradas pelo cliente.

A classificação deve ser feita pelo serviço específico, não apenas pelo fornecedor. AWS, Microsoft Azure e Google Cloud oferecem produtos de infraestrutura, plataforma e software. Por isso, dizer que “AWS é IaaS” ou “Azure é PaaS” simplifica demais um catálogo que abrange várias categorias.

Este guia apresenta cinco exemplos de cada modelo, explica o que eles entregam e mostra como escolher conforme o trabalho que precisa ser realizado.

Resumo dos 15 exemplos

Modelo Exemplos Uso principal
SaaS Salesforce, Slack, Microsoft 365, Google Workspace e HubSpot Usar aplicações prontas
PaaS Google App Engine, Azure App Service, AWS Elastic Beanstalk, Heroku e Red Hat OpenShift Criar e publicar aplicações
IaaS Amazon EC2, Azure Virtual Machines, Google Compute Engine, IBM Cloud Virtual Servers e DigitalOcean Droplets Configurar infraestrutura virtual

Se você ainda tem dúvida sobre as definições, consulte primeiro o guia com as diferenças entre SaaS, PaaS e IaaS. Aqui o foco está nos exemplos e em como reconhecer cada modelo.

Exemplos de SaaS

SaaS, ou software como serviço, entrega uma aplicação pronta pela internet. O fornecedor administra a aplicação e a infraestrutura, enquanto o cliente configura usuários, permissões, integrações e os dados inseridos.

1. Salesforce

Salesforce oferece aplicações de CRM em nuvem para vendas, atendimento, marketing e outras áreas. A empresa usuária não administra servidores ou o código central da plataforma. Ela configura processos, campos, usuários, permissões e integrações.

É um exemplo de SaaS porque o objetivo é utilizar um software pronto. A implantação ainda pode exigir planejamento, migração de dados e personalização. O guia sobre Salesforce CRM explica o que avaliar.

2. Slack

Slack é uma aplicação de comunicação e colaboração para equipes. Usuários acessam canais, mensagens, arquivos e integrações sem administrar a infraestrutura que mantém o serviço.

Administradores da organização continuam responsáveis por contas, permissões, retenção, integrações e políticas internas. SaaS reduz a gestão técnica da aplicação, mas não elimina governança.

3. Microsoft 365

Microsoft 365 reúne aplicações e serviços de produtividade, comunicação e armazenamento. A organização contrata licenças, cria usuários e administra configurações, enquanto o fornecedor mantém os serviços em nuvem.

Dependendo do plano e da aplicação, parte do software também pode ser instalada nos dispositivos. Isso não impede que o conjunto seja oferecido como serviço por assinatura.

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4. Google Workspace

Google Workspace oferece e-mail, documentos, planilhas, armazenamento e videoconferência em uma plataforma administrada pelo fornecedor. Equipes usam as aplicações pelo navegador e por aplicativos.

A organização administra domínio, usuários, compartilhamento, segurança e retenção conforme o plano. É um exemplo de SaaS voltado à produtividade.

5. HubSpot

HubSpot disponibiliza ferramentas para marketing, vendas, atendimento e gestão de contatos. Os recursos variam por produto e plano, mas o modelo principal é de aplicações prontas acessadas como serviço.

Antes de contratar, é importante calcular usuários, contatos, automações, integrações e crescimento da base. Um SaaS pode começar simples e aumentar de custo conforme o uso.

Como reconhecer um SaaS

Normalmente, você cria uma conta, escolhe um plano e começa a usar uma aplicação. Não precisa configurar sistema operacional, servidor ou runtime. As perguntas mais relevantes são sobre adequação funcional, dados, integrações, suporte, segurança e portabilidade.

Exemplos de PaaS

PaaS, ou plataforma como serviço, fornece um ambiente gerenciado para criar, testar e publicar aplicações. O fornecedor administra infraestrutura e componentes da plataforma; a equipe cliente se concentra principalmente em código, configuração da aplicação e dados.

6. Google App Engine

Google App Engine é uma plataforma gerenciada e sem servidor para desenvolver e hospedar aplicações web em escala. O serviço cuida de provisionamento e ajuste de instâncias, enquanto o desenvolvedor escolhe ambiente compatível e publica o código.

É útil quando a equipe quer reduzir o trabalho com servidores. Em troca, precisa seguir linguagens, runtimes, limites e formas de implantação aceitas pela plataforma.

7. Azure App Service

Azure App Service oferece hospedagem gerenciada para aplicações web e APIs. A equipe publica a aplicação, configura recursos e integrações e utiliza capacidades da plataforma sem administrar diretamente as máquinas subjacentes.

Não deve ser confundido com Azure Virtual Machines, que entrega máquinas virtuais e se aproxima do modelo IaaS.

8. AWS Elastic Beanstalk

AWS Elastic Beanstalk ajuda a implantar e escalar aplicações em ambientes compatíveis. O desenvolvedor envia o código e configura parâmetros, enquanto o serviço organiza recursos necessários na AWS.

Como a plataforma utiliza outros serviços por baixo, a equipe deve compreender custos, logs, escalabilidade e recursos criados. “Gerenciado” não significa ausência de monitoramento.

9. Heroku

Heroku permite publicar aplicações usando ambientes e fluxos de implantação preparados. Desenvolvedores enviam o código, definem dependências e usam serviços adicionais para dados e operações.

É um exemplo conhecido de PaaS pela experiência centrada na aplicação. A decisão deve considerar linguagens aceitas, limites, regiões, preço e possibilidade de migração.

10. Red Hat OpenShift

OpenShift oferece uma plataforma de aplicações baseada em Kubernetes, disponível em diferentes formas de implantação e serviços gerenciados. Pode apoiar desenvolvimento, entrega e operação de aplicações em contêineres.

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Sua classificação depende da oferta contratada. Quando consumido como plataforma gerenciada, aproxima-se de PaaS; em outros cenários, a organização pode assumir mais responsabilidade operacional.

Como reconhecer um PaaS

A principal pergunta é: “a equipe quer publicar código sem administrar a infraestrutura básica?”. Se a resposta for sim e a plataforma oferece runtime, implantação, escalabilidade e ferramentas de aplicação, provavelmente estamos diante de PaaS.

Exemplos de IaaS

IaaS, ou infraestrutura como serviço, entrega recursos como máquinas virtuais, rede e armazenamento. O fornecedor administra data center, hardware e virtualização. O cliente normalmente administra sistema operacional, aplicações, configurações, dados e parte importante da segurança.

11. Amazon EC2

Amazon Elastic Compute Cloud oferece capacidade de computação por meio de instâncias virtuais. O cliente escolhe imagem do sistema, capacidade, armazenamento, rede e regras de acesso.

É um exemplo de IaaS porque a equipe mantém controle sobre a máquina virtual. Esse controle vem acompanhado de responsabilidade por atualizações, configuração, monitoramento e proteção do sistema.

12. Azure Virtual Machines

Azure Virtual Machines fornece máquinas virtuais Windows ou Linux na infraestrutura da Microsoft. A empresa escolhe recursos e administra sistema, aplicações e configurações.

O catálogo Azure também possui serviços PaaS e SaaS. A classificação IaaS se aplica ao produto de máquinas virtuais, não a toda a plataforma.

13. Google Compute Engine

Google Compute Engine oferece máquinas virtuais autogerenciadas na infraestrutura do Google. A documentação oficial o identifica como produto de infraestrutura como serviço.

Pode ser usado para servidores web, aplicações, bancos de dados autogerenciados e cargas especializadas. O cliente define máquina, sistema, rede, armazenamento e operação.

14. IBM Cloud Virtual Servers

IBM Cloud oferece servidores virtuais para executar cargas com configurações escolhidas pelo cliente. A empresa administra o ambiente lógico e as aplicações, enquanto o provedor mantém a infraestrutura física e a camada de virtualização.

Como nos demais exemplos, produtos gerenciados adicionais podem transferir outras responsabilidades ao fornecedor.

15. DigitalOcean Droplets

Droplets são máquinas virtuais disponibilizadas pela DigitalOcean. Desenvolvedores escolhem imagem, capacidade e região para hospedar sites, aplicações e outros serviços.

É uma experiência simplificada de IaaS, mas ainda exige cuidar de atualizações, firewall, backups, credenciais e disponibilidade conforme a arquitetura adotada.

Como reconhecer um IaaS

Se a contratação entrega máquinas, rede ou armazenamento que a equipe precisa configurar, estamos próximos de IaaS. O cliente possui mais liberdade que em PaaS, porém precisa assumir mais trabalho operacional.

O mesmo fornecedor pode oferecer os três modelos?

Sim. Um provedor de nuvem pode vender máquinas virtuais IaaS, plataformas gerenciadas PaaS e aplicações SaaS. Além disso, alguns produtos combinam características ou oferecem níveis diferentes de gestão.

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Classifique o serviço observando o contrato e a divisão de responsabilidade:

  1. Quem mantém o sistema operacional?
  2. Quem administra runtime e middleware?
  3. Quem desenvolve a aplicação?
  4. Quem controla usuários e dados?
  5. Quem instala atualizações?
  6. Quem responde por backup e recuperação?

Qual modelo escolher em cada situação?

Escolha SaaS quando precisa usar uma aplicação pronta, como CRM, e-mail ou gestão de projetos. Considere PaaS quando precisa desenvolver uma aplicação e quer reduzir a administração de servidores. Use IaaS quando requisitos técnicos justificam controle sobre sistema, rede e ambiente.

Uma empresa pode combinar modelos. O time administrativo usa Google Workspace como SaaS, a equipe de produto publica uma API em App Engine como PaaS e uma carga específica funciona em Compute Engine como IaaS.

Cuidados ao comparar serviços

  • não compare apenas preço inicial;
  • verifique transferência e saída de dados;
  • estime suporte e trabalho operacional;
  • avalie regiões e disponibilidade;
  • confirme integrações e limites;
  • defina controle de acesso e responsabilidade;
  • evite dependência de recursos sem plano de migração;
  • acompanhe custo conforme o uso cresce.

Perguntas frequentes

Gmail é SaaS?

Quando utilizado como aplicação de e-mail fornecida pela internet, ele apresenta características de SaaS. No ambiente empresarial, faz parte do Google Workspace.

AWS é IaaS ou PaaS?

AWS é um provedor com serviços de várias categorias. Amazon EC2 é exemplo de IaaS, enquanto Elastic Beanstalk possui características de PaaS.

Google Cloud é PaaS?

Não como um todo. Google App Engine é PaaS, enquanto Google Compute Engine é IaaS.

Salesforce é SaaS?

As aplicações de CRM da Salesforce são oferecidas principalmente como SaaS. A empresa também possui recursos de plataforma e desenvolvimento.

Kubernetes é PaaS?

Kubernetes é uma tecnologia de orquestração de contêineres, não automaticamente um PaaS. Serviços construídos sobre ele podem oferecer uma experiência de plataforma gerenciada.

Uma empresa precisa escolher apenas um modelo?

Não. É comum usar SaaS, PaaS e IaaS para necessidades diferentes.

Conclusão

Os exemplos mostram que SaaS entrega software pronto, PaaS entrega um ambiente para aplicações e IaaS entrega infraestrutura configurável. A classificação correta depende do serviço e das responsabilidades assumidas, não apenas do nome do fornecedor.

Antes de escolher, registre o que sua equipe quer controlar e o que prefere delegar. Essa decisão ajuda a comparar custo, velocidade, flexibilidade e risco de forma mais realista.

Fontes consultadas

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